Jornal Vascular Brasileiro · Published 2026-01-01 · DOI 10.1590/1677-5449.202400521
Resumo Contexto No estado do Pará, não há dados oficiais quanto à prevalência de doença renal crônica terminal em diálise. Objetivos Descrever o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes em hemodiálise no maior centro de referência do Pará. Métodos Trata-se de um estudo observacional, transversal, descritivo e quantitativo. Foi realizada estatística descritiva simples. Os dados foram coletados por meio de prontuários, de junho a agosto de 2022, no Centro de Hemodiálise do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HCGV) e na Clínica de Hemodiálise Monteiro Leite (CHML), ambos em Belém (PA). Foram entrevistados 191 pacientes do programa crônico de hemodiálise. Resultados Dos entrevistados, 28,8% eram pacientes do HCGV e 71,6%, do CHML. Desses, 57,1% eram homens e 42,9%, mulheres. A média de idade foi de 54,1 anos. Entre os resultados observados, 65,4% se autodeclararam pardos, 44,5% completaram o ensino fundamental, 41,9% eram solteiros, 71,4% eram hipertensos, 40,6% eram diabéticos e 77,5% tinham média de 4 anos em terapia renal substitutiva. Em relação ao tratamento, 86,9% iniciaram a terapia por cateter de curta duração, 8,4% utilizaram o de longa permanência e 4,7% apresentaram o acesso definitivo com uma fístula arteriovenosa (FAV) maturada. Atualmente, 58,1% dos pacientes apresentam FAV nativa, 34% têm cateter de longa permanência e 3,1% possuem cateter de curta duração e sem FAV. Conclusões Pacientes em terapia renal substitutiva no Pará iniciam a hemodiálise predominantemente de forma não planejada, por meio de cateteres venosos temporários, embora evoluam para acessos definitivos ao longo do seguimento. Esse cenário evidencia a necessidade de diagnóstico precoce da DRC e planejamento antecipado do acesso vascular, visando reduzir complicações e otimizar os desfechos clínicos.
Abstract from DOAJ. Public domain (CC0 1.0).
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